Delegado inocenta petista e acusa lobista por crimes
Cotado para assumir o comando da Polícia Civil em Minas, o delegado Márcio Simões Nabak, desvinculou, nesta quinta-feira (2), o deputado estadual Rogério Correia (PT) de qualquer envolvimento nos supostos ataques a poderosos dos meios político e empresarial, que teriam sido feitos pelo lobista Nilton Monteiro. “O deputado Rogério Correia não é alvo de nenhum inquérito que envolve o Nilton Monteiro”, declarou Nabak, durante entrevista.
Tido como um dos principais delatores do esquema do mensalão mineiro, que resultou em processo no Supremo Tribunal Federal, para investigar denúncia de desvio de dinheiro público, para custear parte da campanha de reeleição do então governador, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998, Monteiro está preso, desde outubro do ano passado, sob acusação de falsificação de documentos.
Monteiro é ainda o responsável pela divulgação da chamada Lista de Furnas, um documento que inúmera 156 políticos, principalmente, do PSDB e do extinto PFL, como sendo beneficiários de doações de caixa dois feitas pelo ex-diretor da estatal Furnas Dimas Toledo. A investigação sobre Furnas foi finalizada há cerca de 15 dias e resultou em denúncia feita pela procuradora Andréa Bayão, do Ministério Público Federal (MPF) no Rio. O caso está tramitando em segredo de Justiça.
Apesar de praticamente não ter recursos financeiros, Nabak disse que Monteiro conseguiu montar uma sofisticada rede de falsificação com o auxílio de um programa de computador. “Ele (Nilton) é uma pessoa muito preparada e corajosa”, avaliou o delegado.
A partir das falsificações das assinaturas, Monteiro, segundo o delegado, montava notas promissórias, documentos de confissão de dívidas, títulos de créditos e títulos da dívida pública.
Alegando possuir créditos por serviços de “consultoria”, Monteiro, segundo Nabak, passou a extorquir grandes quantias em dinheiro de poderosos.
Alguns alvos dele, conforme Nabak, foram o ex-deputado e empresário, Vittorio Medioli, o secretário Danilo de Castro, o deputado Eduardo Azeredo, o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, o ex-tesoureiro Cláudio Mourão, entre outros.
Fonte: Hoje em dia.